Grupo mineiro de pesquisa cênica se apresenta no exterior pela primeira vez

Teatro&Cidade faz quatro exibições em Portugal durante o Festival Internacional de Teatro ao Ar Livre; viagem foi viabilizada com recursos do Circula Minas

 

Grupos de atores mascarados se deslocam livremente pela cidade performando suas intervenções de rua e instaurando imagens poéticas e grotescas em meio ao cotidiano. Trata-se da Trilogia Andarilha, espetáculo do grupo Teatro&Cidade, que será exibida pela primeira vez fora do país. As apresentações acontecem no Festival Internacional de Teatro ao Ar Livre, na cidade de Fundão, em Portugal, de 18 a 21 de agosto, e levam um pouco da cultura popular brasileira para a terra lusófona. A viagem foi viabilizada pelo edital Circula Minas, programa da Secretaria de Estado de Cultura que promove o diálogo da cultura mineira com o mundo. As inscrições para a 4ª Seleção do edital estão abertas e podem ser realizadas até o dia 15 de setembro no site www.cultura.mg.gov.br.

Surgido em 2013 como um grupo de pesquisa e extensão do Teatro Universitário da UFMG, o Teatro&Cidade comemora a abertura de cortinas estrangeiras para a exibição desse trabalho. “Poder apresentar um pouco da nossa cultura, interagir e absorver novas formas de ver o mundo é algo importante para qualquer artista, ainda mais com um espetáculo de intervenção como é o nosso. Sem o Circula Minas não conseguiríamos participar deste festival”, avalia José Antônio de Almeida, um dos atores da trupe.

A Trilogia Andarilha reúne as peças “Intermitentes ou vai e vem”, “Trincamatraca: uma mascarada de rua” e “Seis Personagens à procura de um lugar”. Surgiu de um projeto de doutorado chamado “Os princípios cênicos das máscaras tradicionais da cultura popular brasileira aplicadas ao teatro”, realizado por Rogério Lopes, orientador e diretor do grupo. Desenvolvida na Unicamp e também em Portugal, a pesquisa trouxe as bases para a formação do espetáculo, que tem nas máscaras das folias de reis e os grupos de fidalgo sua inspiração. As três obras que compõem a trilogia têm caráter itinerante e não chegam a constituir um cortejo, pois a ação dos atores é realizada de maneira simultânea em diferentes locais. O público ora assume o papel de espectador, ora o de jogador que participa da construção de situações cênicas. “Buscamos interagir com a cidade de uma maneira nova. Concebemos nossas ações a partir do que é proposto pelas ruas, pelos transeuntes e pelo público que nos assiste”, explica José Antônio.

O grupo

O “Teatro&Cidade – Núcleo de Pesquisa Cênica” foi criado na capital mineira em 2013 como um grupo de pesquisa e extensão do Teatro Universitário da UFMG. Coordenado pelo professor Rogério Lopes, é composto pela professora Tereza Bruzzi e pelos atores Diego Meneses, José Antônio de Almeida, Nayra Carneiro, Pedro Vilaça e Rikelle Ribeiro. Desenvolve trabalhos voltados principalmente para a rua, tomando-a como um local de ensaio, convivência, criação e apresentação. Norteados e inspirados pelos moldes de manifestações tradicionais da cultura popular brasileira, os integrantes costumam visitar tais manifestações por acreditar esse contato é de vital importância para a criação cênica.

CIRCULA MINAS

O edital de apoio a viagens da Secretaria de Estado de Cultura busca promover a difusão e o intercâmbio da cultura mineira em suas diversas áreas, como artes visuais, circo, dança, teatro, literatura, afro-brasileira, LGBT, folclore, entre outras manifestações. Conduzido pela Superintendência de Interiorização e Ação Cultural, o programa fornece ajuda de custo para realização de viagens por municípios de todo o Brasil e dos cinco continentes do mundo.

O programa Circula Minas destina aos contemplados o valor total de R$ 300 mil, repassados a título de ajuda de custo, para uso em despesas com passagens, seguros de viagem, hospedagem, alimentação, entre outras.

Ao longo dos últimos dois anos, período em que o programa passou a ser realizado por meio de edital, foram contempladas propostas das mais variadas manifestações culturais, totalizando 71 projetos contemplados e 179 pessoas beneficiadas. Em 2015 e 2016 os produtores de cultura de Minas Gerais visitaram 25 países e 9 estados brasileiros.

 

Escolas da periferia chilena recebem apresentação teatral de companhia mineira

Personagens da cultura e folclore nacional inspiram a Cia de Teatro Conscius Dementiao, de Poços de Caldas; viagem foi viabilizada com recursos do Circula Minas, programa de intercâmbio da Secretaria de Cultura

 

José e Maria vivem em um algum lugar completamente destruído pelo homem. Ele quer continuar ali e construir uma família. Ela quer sair daquele local e conhecer o mar. Esse é o pano de fundo da história que envolve folclore brasileiro, sustentabilidade e romance. Escrito pela atriz, diretora e dramaturga Larissa Garcia, “Terra e Mar” é o primeiro espetáculo autoral encenado pela Cia de Teatro Conscius Dementia, de Poços de Caldas, no território Sul. A convite da Fundación Sumate, o grupo vai a Santiago, no Chile, para apresentar a peça em escolas públicas da periferia da capital chilena. As apresentações acontecem nos dias 21, 22 e 24 e também serão recebidas na Universidad de Playa Ancha, em Valparaíso. Esse intercâmbio cultural está sendo viabilizado com recursos do Circula Minas, programa da Secretaria de Estado de Cultura que promove o diálogo da cultura mineira com o mundo e do mundo com Minas Gerais. As inscrições para a 4ª Seleção do edital estão abertas e podem ser realizadas até o dia 15 de setembro no site www.cultura.mg.gov.br.

Fazer com que manifestações culturais do interior possam participar cada vez mais dos mecanismos de incentivo e fomento é uma das metas da Secretaria de Cultura, motivo pelo qual os integrantes do grupo de Poços de Caldas comemoram. “Foi muito bom ver que recursos não ficam centrados somente na capital e região metropolitana. O Circula Minas tem demonstrado que olha para todos os lugares do estado. Sem o edital seria impossível viajarmos e termos essa experiência”, avalia Larissa.

A peça estreou em 2016 e já foi venceu cinco prêmios do Festival de Teatro nas Escolas Municipais de Poços de Caldas. Sua proposta é discutir a situação do mundo por meio da metáfora do amor e do ambientalismo, recorrendo a personagens do folclore nacional, como Iara, com seu canto de sereia, e Caipora, que anda nu montado num porco selvagem na floresta. Assim os atores evidenciam a crianças e adolescentes que é possível construir um mundo melhor. “Este também é um trabalho educativo em que buscamos não só levar a magia do teatro, mas ainda passar uma mensagem positiva sobre a questões que permeiam nosso universo”, pontua a diretora.

O espetáculo será apresentado no Chile em português, o que irá permitir uma troca simbólica muito rica entre a companhia e o público, segundo explica Larissa. “Nós vamos levar um pouco da nossa cultura, do folclore do nosso país e ainda poderemos entrar em contato com a cultura deles. Vamos desenvolver juntos a história”.

Cia de Teatro Conscius Dementia

Fundada em 2013 pelos atores Johnny Hansk (Jonas Henrique de Paula) e Larissa Garcia, conta atualmente conta com mais cinco integrantes: Danielle Marques, Daniel Silva, Fagner Andrades, Gabriela Severini e Rafaela Jacon Dutra. O grupo possui em seu currículo onze espetáculos, entre eles “Liberdade, Liberdade”; “O Santo e a Porca” e os "Saltimbancos".

CIRCULA MINAS

O edital de apoio a viagens da Secretaria de Estado de Cultura busca promover a difusão e o intercâmbio da cultura mineira em suas diversas áreas, como artes visuais, circo, dança, teatro, literatura, afro-brasileira, LGBT, folclore, entre outras manifestações. Conduzido pela Superintendência de Interiorização e Ação Cultural, o programa fornece ajuda de custo para realização de viagens por municípios de todo o Brasil e dos cinco continentes do mundo.

O programa Circula Minas destina aos contemplados o valor total de R$ 300 mil, repassados a título de ajuda de custo, para uso em despesas com passagens, seguros de viagem, hospedagem, alimentação, entre outras.

Ao longo dos últimos dois anos, período em que o programa passou a ser realizado por meio de edital, foram contempladas propostas das mais variadas manifestações culturais, totalizando 71 projetos contemplados e 179 pessoas beneficiadas. Em 2015 e 2016 os produtores de cultura de Minas Gerais visitaram 25 países e 9 estados brasileiros.

Grupo In-Cena comemora 10 anos com Festival Nacional de Teatro de Teófilo Otoni

 

Com espetáculo “Às Margens”, o grupo aborda os povos e comunidades tradicionais quilombolas e indígenas; evento é realizado com recursos do Fundo Estadual de Cultural

 

O Instituto Cultural In-Cena realiza, com recursos da Fundo Estadual de Cultura, de 12 a 18 de junho, a VI Edição do Festival Nacional de Teatro de Teófilo Otoni - FESTTO. O Festival nasceu no ano de 2012, em comemoração aos 5 anos de fundação do Grupo In-Cena de Teatro, primeiro Grupo de Teatro a se profissionalizar no Vale do Mucuri. Em 2017, em sua VI Edição, o FESTTO comemora os 10 anos de existência do Grupo In-Cena, assim como o trabalho social, educativo, formativo e cultural que vem sendo realizado pelo Instituto Cultural In-Cena nesse período, abrangendo a mesorregião do Vale do Mucuri e adjacências. O FESTTO é a culminância do trabalho realizado ao longo desses 10 anos pelo Grupo e pelo Instituto. Trata-se de um Festival cuja sede é o município de Teófilo Otoni, que contempla ações de interiorização a outros municípios da região, neste ano, levando teatro e formação para os municípios de Santa Helena de Minas e Distrito de Bom Jesus da Vitória, Pavão, Poté e Itambacuri. Em seis anos de existência, o FESTTO se constitui como um dos mais importantes instrumentos de promoção do acesso, fruição e formação cultural na região, abrangendo, além do teatro, a música, a dança, a literatura e o cinema.

Da grade de programação do Festival destaca-se a estreia do Espetáculo “Às Margens”, do Grupo In-Cena de Teatro, montagem que celebra os 10 anos do Grupo. Com supervisão artística de Sidnei Cruz - diretor teatral e idealizador do projeto Palco Giratório |Sesc, e direção de André Luiz Dias, o espetáculo aborda os povos e comunidades tradicionais quilombolas e indígenas e fala de um Brasil de gente plural, cuja voz do povo, cravado entre as montanhas das gerais, ganha som, cor e força para gritar (e silenciar) em tempos tão sombrios.

Em 07 dias de Festival serão realizadas 17 sessões de Espetáculos Teatrais, com apresentação de 12 espetáculos, além de 03 shows musicais, intervenções/performances, 08 oficinas de formação e 02 rodas de conversa – dentre as quais uma sobre políticas públicas culturais e financiamento público da cultura, cujos grupos e artistas são oriundos de Teófilo Otoni/MG, Ipatinga/MG, Belo Horizonte/MG, Sete Lagoas/MG, São Paulo/SP, Seropédica/RJ, João Pessoa/PB, Itarantim/BA. O FESTTO é uma realização do Instituto Cultural In-Cena e conta com o apoio da Prefeitura Municipal de Teófilo Otoni, da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri – UFVJM, Sesc Minas Gerais, do Fundo Estadual de Cultura e da Secretaria de Cultura do Estado de Minas Gerais.

Assessoria de imprensa e texto: Instituto Cultural In-Cena

Vanessa Juliana da Silva - (33)3522-5847

Jornal O TEMPO: Teatro em todas as praças de Minas

Grupos de teatro do interior fazem arte apesar dos desafios e das adversidades

 

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Na rua. Grupo Teatro da Pedra, de São João del Rei, atua há mais de uma década na cidade e,
agora, organiza temporada anual
 
Por Aline Gonçalves

O teatro pelo interior de Minas vive e resiste. Mesmo com queixas sobre falta de recursos e equipamentos culturais, produtores, diretores e atores, que vivem em diferentes pontos do Estado, organizam-se e produzem montagens ano após ano.

Para quem mora em BH, essa cena parece distante, mas as companhias estão sempre em movimento, inclusive realizando festivais, em rede, que visam fomentar a arte. O crescente pedido de registro de profissionais no Sindicato dos Artistas e Técnicos em Espetáculos de Diversões do Estado de Minas Gerais (Sated-MG) é indício da persistência. Dentre as cidades citadas pelo órgão como expressivas estão São João del Rei, Barbacena, Divinópolis, Santa Bárbara, Ipatinga, Juiz de Fora, Teófilo Otoni, Uberlândia e Araxá (veja abaixo).

“Temos feito mais bancas de capacitação no interior porque as pessoas dessas cidades estão vislumbrando uma forma de expressão de sua criatividade profissionalmente”, comenta a presidente do Sated, Magdalena Rodrigues. “A verdade é que se faz teatro em Minas inteira, e, de uns anos para cá, percebemos que os grupos estão mais organizados, inclusive fazendo mais propostas para captação de recurso”, diz.

Em Barbacena, onde nasceu um dos grupos mais conhecidos, o Ponto de Partida, com quase 40 anos, há, por exemplo, um grupo de formação organizado pela Cia. Elas por Elas: trata-se do Rotunda. “Fazemos montagem com os alunos, aplicamos a teoria, e por meio dela surge um espetáculo. Neste ano, eles vão encenar Nelson Rodrigues”, diz Cláudia Valle, fundadora do grupo. “A nossa visão é buscar editais e leis como apoio, mas também sobrevivemos, se preciso, com ingressos e oficinas”, diz ela. A companhia faz apresentações mensalmente.

Apesar de as montagens se espalharem por diferentes cidades, não há uma temática que as aproxime, observa Magdalena. “O que existe é fazer arte. Obviamente, cada grupo tem suas características locais. Não são melhores nem piores que as de BH. A diferença é que, em geral, a capital tem uma instrumentalização maior”, diz. Segundo ela, um dos grandes desafios é mudar a mentalidade, inclusive entre os próprios artistas, sobre essa qualidade estética dos grupos do interior. “Eles podem estar prejudicados pela divulgação, mas não pelo tipo de manifestação artística que oferecem. Ocorre que muitos gestores das políticas públicas às vezes preferem contratar uma dupla sertaneja, artistas de fora a cachês exorbitantes, sendo que, com pouco dinheiro, conseguiriam fomentar as companhias locais. É um problema da valoração e da valorização da cultura local, que possibilitaria inclusive que as companhias saíssem dos muros de onde nasceram”, diz.

Mesmo com pouco apoio ou recursos governamentais via Fundo Estadual de Cultura, as companhias tentam, por si mesmas, atravessar essas fronteiras, e encontram nos festivais uma alternativa. “Montamos o primeiro em 2000, quando começamos com o Festival de Artes Cênicas de Conselheiro Lafaiete (Face)”, conta o produtor cultural Geraldo Lafaiete. Segundo ele, outros eventos, como os de Guaranésia, Patrocínio e Araguari, vieram a partir daí. “Nosso objetivo sempre foi a manutenção dos grupos do interior. Hoje, nos encontramos praticamente a cada 30 dias em diferentes lugares”, diz ele ao falar do calendário de eventos. Neste ano, a edição do Face, por exemplo, foi em junho, reuniu 46 grupos e 25 mil pessoas. “Esse circuito de festivais dá vida útil às companhias, justifica o trabalho”, diz.

O diretor André Luiz Dias, do grupo Instituto Cultura In-Cena, é um dos organizadores do Festival Nacional de Teatro de Teófilo Otoni, Festto, e também pontua sobre a importância desses eventos. “Hoje o grupo comemora dez anos de trabalho (já são oito montagens profissionais), e temos que celebrar, porque estamos no Vale do Mucuri, uma região carente de equipamentos de fomento, mas vamos ocupando os espaços possíveis. A arte precisa ser feita em qualquer lugar”, conta. O grupo acaba de estrear “Às Margens”, peça que fala justamente sobre os esquecidos (as apresentações em BH já estão marcadas para setembro). “Fazemos teatro, sendo que a cidade nem sequer tem um teatro”, diz.

A queixa em relação aos espaços físicos é mesmo frequente, e a Secretária de Estado de Cultura de Minas Gerais sabe disso. “Temos oferecido apoio técnico em relação às reformas e melhoria de qualidade instrumental destes por meio da Lei de Incentivo. Sabemos que há uma reivindicação grande”, diz o secretário Angelo Oswaldo. “Além disso, procuramos sempre ter uma ação afirmativa de apoio e estímulo às companhias, com diálogo, parcerias, porque sabemos da importância dessa movimentação”, diz.

O sonho de ter um cantinho próprio foi realizado pela Trupe Ventania, de Passos. “Desde 2004, estamos no Teatro Rotary. Agora, estamos preparando uma montagem com estreia para o ano que vem”, conta a produtora Isabella Vieira. Em São João del Rei, o grupo Teatro da Pedra criou sua sede do zero, em 2015, após 11 anos na cidade – os fundadores vieram de São Paulo à procura de um local com mais qualidade de vida. “O espaço é importante para organizarmos uma programação. Fizemos a nossa primeira temporada no ano passado e, agora, estamos com tudo lotado”, conta um dos fundadores, Juliano Pereira.


Teatro das Gerais

Veja alguns dos grupos e festivais que se destacam no interior de Minas

São João del Rei

FOTO: Marlon de Paula/Divulgação
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O grupo Teatro da Pedra foi fundando em SP nos anos 90 com o nome de ManiCômicos e se estabeleceu na cidade há 12 anos. Em 2016, inaugurou sua sede própria. Desde então, tem trazido companhias convidadas e apresentado suas montagens regularmente. A temporada 2017 vai até outubro.

Juiz de Fora
É nesta cidade que está o Close Formação Artística, tradicional escola de formação para dramaturgia, especializada na capacitação de atores, com mais de 15 anos de atuação. Anualmente, os estudantes realizam um festival com as peças de conclusão de curso, sob direção de Trajano Amaral.

Passos
A Trupe Ventania foi fundada há cinco anos pelo diretor Maurílio Romão e já tem dez montagens. Desde 2014, sua sede é o Teatro Rotary. Organizou, em junho, o 1º Festival Nacional de Teatro em Passos, que reuniu 25 grupos expressivos, como o Galpão, e atingiu 20 mil pessoas.

Barbacena

FOTO: ERIC STEFANI FOTGRAFIAS/Divulgação
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É a casa do grupo Ponto de Partida, com 37 anos, que estreia espetáculo “Vou Voltar” no dia 11 na cidade (em BH, no dia 18). Além disso, há outros projetos importantes, como o Rotunda, da Cia. Elas Por Elas, com 16 anos de existência e 16 montagens, que atua para a profissionalização do setor

Conselheiro Lafaiete
Tem um dos eventos de teatro mais antigos de Minas, o Festival de Artes Cênicas de Conselheiro Lafaiete (Face), que chegou a sua 17ª edição neste ano, organizado pelo Centro Cultural Casa do Teatro. Surgiu com a ideia de promover o diálogo e o intercâmbio entre os artistas que vivem longe da capital, fomentando o setor. Foi responsável por motivar a organização de outros festivais, como o de Guaranésia e o de Patrocínio. Neste ano, reuniu 25 mil pessoas.

Teófilo Otoni
O Instituto Cultural In-Cena é um dos grupos mais atuantes e organiza o Festival Nacional de Teatro de Teófilo Otoni (Festto) desde 2012. Também na cidade está a Insólito Cia. de Teatro, que existe há cinco anos e neste semestre programou apresentações em Poté, Malacacheta, Ataléia, Itambacuri, Ladainha, Setubinha, Catuji, Itaipé, Novo Oriente de Minas e Franciscópolis. Em outubro, há a segunda edição do Festival Infantil de Teófilo Otoni.

Uberlândia

FOTO: Thaneressa Lima/Divulgação
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O principal grupo local é o Grupontapé de Teatro, criado em 1994, durante a montagem do espetáculo “A Mulher Sem Pecado”, de Nelson Rodrigues (tem mais de dez produções no repertório). Também mantém uma escola livre de artes cênicas, promovendo oficinas. Na sede do grupo, ocorrem apresentações frequentes de convidados.

DIVULGAÇÃO: JORNAL O TEMPO

 

Grupo Galpão completa 35 anos e comemora com turnê

 

 

Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Natal, João Pessoa e Aracaju receberão um dos grupos de teatro mais importantes do país para celebração de aniversário

 

Espetáculo Tio Vânia (aos que vierem depois de nós)

 

O Grupo Galpão, um dos mais reconhecidos grupos de teatro do país, completa 35 anos de trajetória em 2017. Para comemorar a data significativa, o grupo programou uma turnê especial que passará, até o final do ano, por cinco cidades brasileiras: Belo Horizonte (MG), Rio de Janeiro (RJ), Natal (RN), João Pessoa (PA) e Aracaju (SE). Como não poderia deixar de ser, a capital mineira dará início à temporada comemorativa, que vai de 8 a 29 de junho, com os seguintes espetáculos: Nós, Os Gigantes da Montanha, De Tempo Somos,  Till, a saga de um herói torto e Tio Vânia (aos que vierem depois de nós).

Em Belo Horizonte, a turnê se dividirá em apresentações de rua; na Praça do Papa, com entrada franca, dos espetáculos Os Gigantes da Montanha (16/06), De Tempo Somos (17/06) e  Till, a saga de um herói torto (18/06); e de palco, com a  montagem de Nós, de 8 a 11 de junho, no Teatro Sesiminas,  de Tio Vânia (aos que vierem depois de nós), de 22 a 25 de junho, no Teatro Francisco Nunes, fechando com o espetáculo De Tempo Somos, no dia 29 de junho no Teatro Raul Belém Machado.

Dentro das comemorações dos 35 anos, o Galpão lançará também o disco da trilha sonora do espetáculo De Tempo Somos.

GALPÃO E PETROBRAS

Há mais de 15 anos, o Grupo Galpão conta com o patrocínio da Petrobras. Foram muitos espetáculos montados, temporadas nacionais, turnês por todas as regiões do Brasil e presença em festivais proporcionados por essa parceria. Maior empresa brasileira e maior patrocinadora das artes e da cultura no país, a Petrobras sempre apostou no compromisso do Galpão: reinventar a vida através da arte, possibilitando ao maior número de pessoas a vivência do teatro como alegria e transformação.

Em 2017, o Grupo Galpão também conta com o patrocínio da CBMM e da Cemig – Governos de Minas Gerais e com o apoio do Itaú por meio da Lei Federal de Incentivo a Cultura.

 

 

Galpão em números | 2017

Fundação: novembro de 1982

23 espetáculos

+ de 1.700.000 espectadores

100 prêmios brasileiros

+ de 2.900 apresentações em + de 260 cidades

Apresentações em 18 países diferentes

48 festivais internacionais

75 festivais nacionais

 

PROGRAMAÇÃO BH

ESPETÁCULOS DE RUA:

Praça do Papa

Av. Agulhas Negras, s/n – Mangabeiras

Acesso Gratuito

 

OS GIGANTES DA MONTANHA

Direção: Gabriel Villela

16 de junho (sexta) – 20h

Classificação indicativa: livre | Duração: 90 minutos | Gênero: fábula trágica

Sinopse: A fábula “Os Gigantes da Montanha” narra a chegada de uma companhia teatral decadente a uma vila mágica, povoada por fantasmas e governada pelo Mago Cotrone. Escrita por Luigi Pirandello, a peça é uma alegoria sobre o valor do teatro (e, por extensão, da poesia e da arte) e sua capacidade de comunicação com o mundo moderno, cada vez mais pragmático e empenhado nos afazeres materiais.

 

 

DE TEMPO SOMOS – um sarau do Grupo Galpão

Direção: Lydia Del Picchia e Simone Ordones

17 de junho (sábado) – 20h

Classificação indicativa: livre | Duração: 70 minutos | Gênero: sarau literário musical

Sinopse: O Galpão realiza um sonho antigo de celebrar, com o público, o encontro da música e do teatro. Em cena, o grupo foge ao rótulo de espetáculo e experimenta um formato de sarau com cantoria, festa e poesia.

 

 

TILL, a saga de um herói torto

Direção: Júlio Maciel

18 de junho (domingo) – 18h

Classificação indicativa: livre | Duração: 90 minutos | Gênero: tragicomédia

Sinopse: Um dia, na eternidade, o Demônio aposta com Deus que se tirasse do homem algumas qualidades, ele cairia em perdição. Deus, aceitando o desafio, resolve trazer ao mundo a alma de Till. Ambientado na Idade Média e vivendo numa Alemanha miserável, povoada de personagens grotescos e espertalhões, logo de início nosso protagonista é abandonado em meio ao frio e a fome e descobre que a única maneira de sobreviver naquele lugar é se tornar ainda mais esperto e enganador. Assim começa sua saga cheia de presepadas e velhacarias. A montagem, que estreou em 2009 tem direção de Júlio Maciel, cenário e figurinos de Márcio Medina e direção musical de Ernani Maletta.

 

ESPETÁCULOS DE PALCO:

NÓS

Direção: Marcio Abreu

8 a 11 de junho de 2017

quinta a sábado – 21h

domingo – 19h

TEATRO SESIMINAS |R. Padre Marinho, 60 - Santa Efigênia

Ingressos: R$30 (inteira), R$15 (meia)

Ingressos à venda pelo site www.tudus.com.br e nas bilheterias do Teatro Sesiminas. Mais informações: (31) 3241-7181

Classificação indicativa: 16 anos | Duração: 90 minutos |Gênero: teatro contemporâneo

Sinopse: Enquanto preparam a última sopa,       sete pessoas partilham angústias, algumas esperanças e muitos nós. Gerada de um mergulho radical na experiência de mais de 30 anos do Galpão, a 23ª montagem da companhia debate questões atuais, como a violência, a intolerância, a convivência com a diferença, a partir de uma dimensão política.

 

TIO VÂNIA (aos que vierem depois de nós)

Direção: Yara de Novaes

22 a 25 de junho

quinta a sábado – 20h

domingo – 19h

TEATRO FRANCISCO NUNES | Av. Afonso Pena, s/n – Centro

Ingressos: R$30 (inteira), R$15 (meia)

Ingressos à venda pelo www.sympla.com.br e nas bilheterias do teatro.

Mais informações: (31) 3277.6325

Classificação indicativa: 12 anos | Duração: 90 minutos | Gênero: comédia dramática

Sinopse: Peça escrita em 1897 por Anton Tchékhov, “Tio Vânia” tem como tema central a perda inevitável das ilusões e a consequente necessidade do homem de se reinventar e de enfrentar o futuro. Ambientada em uma decadente propriedade rural russa, no final do século XIX, o texto aborda, de maneira profunda e delicada, o amor, o desejo, a passagem do tempo, o declínio físico, a aridez da existência, o desalento, a aniquilação dos sonhos, e inclui, surpreendentemente, uma mensagem atravessada de fé. A montagem faz parte do projeto “Viagem a Tchékhov“, lançado pelo Grupo Galpão em 2011.

 

DE TEMPO SOMOS – um sarau do grupo galpão

29 de junho (quinta) – 20h

TEATRO RAUL BELÉM MACHADO |R. Jauá, 80 - Alípio de Melo

Ingressos: R$20 (inteira), R$10 (meia)

Ingressos à venda pelo site www.sympla.com.br e na bilheteria do teatro.

Mais informações: (31) 3277-6437

 

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